segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Chiques&Choques

Por mero acaso, olvidei-me anteriormente de referir o propósito deste blog. O motivo: não o tem. Existem demasiados blogs com temas e subtemas e conversas fiadas e fúteis de assuntos desnecessariamente juvenis e privados de qualquer tipo de substância para que eu, como muitos, crie um que apenas represente novamente o que de mal há na sociedade. Este blog apresenta-se apenas com um tema: uma extensão de mim.
Eu sou uma pessoa que vibra com conversas minimamente cultas, na qual possa aprender e ensinar novas teorias dos mais variados temas. Não é por mal, mas sim por vontade de saciar o desejo de uma conversa com o mínimo de inteligência e interesse, que no meio de toda a algazarra do momento eu, como que saindo do meu corpo e investigando o meu redor, me dou de conta que sou o principal "filosofo" (termo asqueroso devido a traumas escolares) na mesa. Não julgo que a culpa seja minha de não haverem conversas dessas actualmente em intervalos regulares e moderadamente curtos. Apenas parece que já não existem. Muito gostava eu que isto fosse um Fórum, gostava de ouvir a opinião de pelo menos uma pessoa neste assunto, mas que seja... Fico-me pela ignorância como tanto me tenho acostumado a fazer.

Vejamos... De que poderei eu desabafar sobre hoje? Desgostos amorosos? Nah, muito cliché. Depressão? Nada convosco... Música? Para quê se ouvi-la é suficiente para a compreender? Ah, já sei! Que tal falarmos do maravilhoso e espantoso novo rumor sobre "yours truely" o qual dita que eu (coitado de mim) sou oficialmente uma prostituta que se vende na rotunda, mas, atenção, parte importante: para pagar ao meu chulo! Segundo reza o rumor: dois amigos meus são as prostitutas acompanhantes, uma amiga minha é a chula, enquanto que ao mesmo tempo um outro amigo meu também é meu chulo, já para não falar que esse tal meu amigo não é só meu chulo, como chulo de outras pessoas que fazem parte do meu grupo de amigos, que passaram de acompanhantes de serviço para prostitutas iguais que eu. Vejamos os factos: dois desses meus amigos "acompanhantes" estavam comprometidos na altura, um deles ainda está nessa mesma relação, e tanto quanto sei, mantinham-se fiéis, coisa que o meu chulo (não a chula) se encontrava na mesma condição, enquanto que a minha chula (não o chulo) é uma mulher casada. Tirando o facto de que no grupo eu sou o único que vive uma vida, actualmente, celibatária (não fui intimo com ninguém desde o meu ultimo relacionamento que provavelmente mais para a frente será também um tema interessante, não apenas o último mas os mais marcantes da minha vida), insistem que pago as minhas contas (coisa que nem tenho que pagar pois moro com os meus pais) com o dinheiro que divido (sim, já tenho dificuldade e uma fobia a vender o meu corpo por dinheiro quanto mais para dividi-lo com seja quem for) com o meu chulo/com a minha chula (perco-me em qual ponto da história ficamos). Isto tudo começou como...?
Conheci uma ex-prostituta agora mulher séria que me levou a passear pela rotunda do Dolce-Vita para conhecer as prostitutas que continuavam no serviço desde o seu tempo, tanto fui eu como quem me acompanhava. Conhecendo essa minha conhecida, irão compreender que raramente é-lhe possível resistir. Daí, sem haver nenhuma escapadela furtiva dentro de um daqueles carros obscuros raramente conduzidos por alguém que eu ache minimamente atraente (outro bom tema para um blog: as minhas teorias sobre a prostituição como a vi), partimos de rompante para uma outra avenida, mencionada no meu blog anterior, a tal notória pela prostituição homossexual. Aí já não estava acompanhado pela minha conhecida, pois ela terá ido com uma amiga minha encontrar-se com um conhecido da Internet, mas apenas por dois amigos meus, também notoriamente "bichas". Que acontece... Enquanto eu por lá andava (pois acho aquele mundo tão obscuramente fascinante e daria um óptimo exemplo para uma possível tese sobre tanta coisa desde a degradação do emocional/sentimental para a glorificação carnal até uma tese sobre a tradição indomável do medo de se assumir até mesmo sobre a própria máscara que colocamos quando escondemos um segredo), segundo me contaram, passou um carro carregado de bichas conhecidas. Mais tarde verifiquei esse facto quando novamente o carro passou. E novamente outra vez... Normalmente, quando fazem isso, na rotunda, como vim a descobrir, indica sinal de interesse. E lá passava o carro com todos os passageiros com um sorriso menos que pertinente nos lábios. E assim foi... Nem um dia se passou e a noticia já corria toda a comunidade. Chegou ao ponto de haverem misteriosas e até hoje para mim incógnitas fotos em que aparecíamos na dita avenida. Será crime eu preferir estar no meio da rua com amigos que considero muito para mim a entrar numa discoteca que apenas está repleta de mau hálito, mau cheiro e mau carácter? Pois, acontece que agora questiono-me: eu que ali andava com alguém que já ali trabalhou desconhecia de tais expressões como "putas acompanhantes" (meus amigos) e "putas de serviço" (eu), embora sim, não nego conhecer os termos "puta" e "chulo" e saber o que cada um implica, mas como ia a dizer, eu desconhecia de tal forma de operação, que haviam tais escalões... E ora alguém que me diga como eu, que ali estive e dali ouvi tanta coisa, desconhecia tal coisa, mas os tais passageiros, tão santos e frescos, quase que recém-nascidos, virgens e puros, sabiam? Sabiam e bem, aparentemente! Nisto tudo, apenas me resta concluir com uns quantos pensamentos:

1- Atenção ao que vos sai da boca, nunca se sabe quando a ilha se pode voltar contra o Arquipélago.
2- Como é possível que a vossa falta de vida vos dê o direito de falarem da minha como se soubessem mais dela que eu mesmo, muito mais dos meus amigos? Se pagam contas a algum deles, o problema não é meu, e "a César o que é de César", ou seja, quem me é importante não vos deveria importar assim tanto.
3- Quem é que teve a brilhante ideia de que "tudo é farinha do mesmo saco"? É que graças a esse ***** ** **** parece que também eu sou do mesmo saco que certas personagens.
4- Não estou aqui para negar ou confirmar, aceitar os golpes ou defender-me. Estou aqui para alertar que nem tudo é o que parece e que, realmente, bichas do *******, tanto querem ser aceites que se destroem a si próprias. Telenovelas mexicanas provenientes da Tailândia é o que me parece quando choram que são "pessoas normais" e que querem ser uma parte não exorcizada da sociedade. Eu que sou gay, bicha, paneleiro, tudo o que quiserem, não quero nenhum tipo de associação com vocês!
5- Uma mentira vale mais que uma verdade, é certo... Mas a verdade vem sempre, sempre ao de cima. E a minha pode não sair nos "tablóides orais", como as mentiras que espalham de mim e de outros, mas guardo a minha verdade com o maior orgulho.
x0xx
Summy

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